sexta-feira, 17 de setembro de 2010

O que importa é o que interessa!!


Não é de hoje que grandes corporações do setor de bebidas recebem benefícios do governo que até Deus duvida. No dia 24 de junho de 2010, o Conselho de Gestão do Programa de Apoio ao Empreendimento Produtivo do Distrito Federal concedeu a AMBEV a mamata da isenção de 70% do ICMS de todas as suas operações de produção própria no prazo de 300 meses, ou seja, até o montante de R$ 157.373.280,30 (cento e cinquenta e sete milhões, trezentos e setenta e três mil, duzentos e oitenta reais e trinta centavos) a empresa deixará de arrecadar ICMS.

Não bastasse tal regalia, no mês de agosto tal benefício é aumentado para 2.048%, ou seja, para o importe de míseros R$ 3.380.891.043,40, (três bilhões, trezentos e oitenta milhões, oitocentos e noventa e um mil, quarenta e três reais e quarenta centavos).

Coitadinha!

Uma empresa deste porte necessita realmente de tais benefícios “de cima” para sobreviver no mercado. E dentro dessa realidade, as pequenas empresas contam apenas com uma única ajuda “de cima”, a divina.

E esse é apenas um dos inúmeros benefícios a ela concedidos, quantos mais ainda existem?

VERGONHA NACIONAL!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Fábrica de Monstros



Nos últimos anos, foi constatada uma série de fusões entre empresas que, durante um longo período, disputaram de forma acirrada o mesmo espaço no mercado. No Brasil, um dos principais exemplos desse processo é a união das cervejarias Brahma e Antarctica, originando a AMBEV (Companhia de Bebidas das Américas).

Assim, com o fundamento de que é uma tendência da globalização e das empresas que tenham o objetivo de atuar no mercado externo, a cada dia que passa mais casos de fusões são analisados, e em sua maioria, autorizados pelo órgão competente, criando empresas megalomaníacas que engolem qualquer tentativa tímida de concorrência. 

Nesse contexto, autorizar fusões desta magnitude é penalizar a sociedade brasileira no futuro, afetando todos, como o consumidor, a concorrência e ao mercado. Fato notório é que, somente no setor de refrigerantes fechou-se mais de 600 empresas que geravam sozinhas mais de 60.000 empregos. 

Não bastasse a autorização de fusões deste porte, existem ainda práticas abusivas a qualquer concorrência como, por exemplo, a criação de “marcas combates” e conseqüentemente fixação de preços inferiores, programas de bonificação, venda casada, contratos de exclusividade, compra de espaços nos supermercados entre tantas outras artimanhas. 

Autorizar a formação de monstros megalomaníacos é ser conivente com a destruição em massa dos setores!