quinta-feira, 22 de abril de 2010

NO BRASIL, ALGUÉM TEM QUE LUCRAR



Após a divulgação do balanço patrimonial da Casa da Moeda, pode ser verificado um aumento do lucro líquido de R$ 226.659.137,29 comparado ao ano anterior, ou seja, um aumento de 219,0%.

Deste aumento, somente o SICOBE – Sistema de Controle de Bebidas, implantado desde maio de 2009, gerou um faturamento de R$ 500.000.000,00 para a Casa da Moeda enquanto que o sistema de selo digital rastreável para cigarros faturou durante o ano todo de 2009 o valor de R$ 160.000.000,00.

Assim, a Casa da Moeda, prevê para 2010 um faturamento ainda maior com a implantação acelerada dos serviços do SICOBE, que se tornará a PRINCIPAL fonte de receita da empresa, visto que terá um aumento na arrecadação de 1.6 bilhões, conforme estimativa da AFREBRAS.

Ora, não seria mais coerente mudar a função principal da Casa da Moeda para fabricante de selo holográfico?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Sai fora, Leão



E mais uma vez a Revista Veja traz informações que não expressam a realidade, dessa vez os comentários de Lauro Jardim dizem respeito ao SICOBE:

Os fabricantes de cervejas e refrigerantes adotaram em 2009 um sistema que possibilita à Receita Federal um controle fiscal rigoroso do que é produzido. Por meio dele, são enviadas ao Leão, em tempo real, informações das linhas de produção, o que permite o óbvio: o controle eletrônico dos valores de impostos a ser recolhidos. Parece simples, eficaz e interessante para todos os lados, certo? Deveria ser, mas 45 fabricantes de refrigerantes foram à Justiça para não ter de implantar o sistema. Perderam. E até agora estão à margem do controle da Receita.”

Ora, não conhecemos nenhuma ação judicial que verse contrariamente ao controle, ainda mais com um numero expressivo de produtores. Essa afirmação tem a clara intenção de gerar algum tipo de favorecimento, que pode ser público ou até mesmo privado, não acham?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Lata “made in USA”





Este foi o título utilizado pelo colunista Lauro Jardim em sua coluna “Radar on line” apresentado pela Revista Veja na data de 24 de março de 2010 dizendo que “com a demanda nas alturas, sumiram as latas de alumínio no mercado brasileiro. A AmBev resolveu o abacaxi de forma inusitada: em fevereiro, trouxe dos Estados Unidos um navio lotado de cima a baixo de latas de Skol. Todas vazias. Elas foram produzidas numa das quatro fábricas de latas e tampinhas que a AB InBev (dona da AmBev) possui nos EUA.”

Porém, o nobre colunista esqueceu de esclarecer que a Ambev NÃO quer pagar os impostos de importação, como todos pagam. Inclusive, a mesma pediu formalmente a isenção dos tributos incidentes a lata. Qual o outro benefício que esta empresa falta pedir ao Poder Público?