quarta-feira, 25 de agosto de 2010

A Fábrica de Monstros



Nos últimos anos, foi constatada uma série de fusões entre empresas que, durante um longo período, disputaram de forma acirrada o mesmo espaço no mercado. No Brasil, um dos principais exemplos desse processo é a união das cervejarias Brahma e Antarctica, originando a AMBEV (Companhia de Bebidas das Américas).

Assim, com o fundamento de que é uma tendência da globalização e das empresas que tenham o objetivo de atuar no mercado externo, a cada dia que passa mais casos de fusões são analisados, e em sua maioria, autorizados pelo órgão competente, criando empresas megalomaníacas que engolem qualquer tentativa tímida de concorrência. 

Nesse contexto, autorizar fusões desta magnitude é penalizar a sociedade brasileira no futuro, afetando todos, como o consumidor, a concorrência e ao mercado. Fato notório é que, somente no setor de refrigerantes fechou-se mais de 600 empresas que geravam sozinhas mais de 60.000 empregos. 

Não bastasse a autorização de fusões deste porte, existem ainda práticas abusivas a qualquer concorrência como, por exemplo, a criação de “marcas combates” e conseqüentemente fixação de preços inferiores, programas de bonificação, venda casada, contratos de exclusividade, compra de espaços nos supermercados entre tantas outras artimanhas. 

Autorizar a formação de monstros megalomaníacos é ser conivente com a destruição em massa dos setores!

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